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13 de novembro de 2014

BF BRASIL: a única comunidade brasileira de Star Wars Battlefront




Criada em 2009 por Humberto Milanez, a comunidade tem como missão juntar novamente num mesmo espaço brasileiros apaixonados pelo jogo de tiro de Star Wars.
Não importa em qual servidor de Star Wars Battlefront 2 você entrasse, sempre encontrava
pelo menos um brasileiro. Podia ser num servidor estadunidense, alemão, até mesmo polonês.
Era mais que comum se deparar com um brasuca tocando o terror em território gringo. Foi
exatamente por essa questão que o desenvolvedor de jogos, Humberto Milanez, resolveu criar
um espaço para reunir todos os brasileiros que se aventuravam pelo game produzido pela
Pandemic Studios: a BF BRASIL.

Inicialmente chamada de BF2 BRASIL, em 2009, a comunidade foi reativada em 2014 já que a
DICE está desenvolvendo o novo jogo da série de tiro, com previsão de lançamento para o fim
de 2015.

“É importante dizer que quando o Battlefront da DICE for lançado, a comunidade continuará da mesma forma com conteúdos tanto do SWBF2 como do novo Battlefront”, assegura Humberto, mais conhecido por Rankatoko, um dos mercenários mais destemidos dos servidores de
Battlefront.Ao lado do co­administrador Luiz Queiroga, de nickname Bonham Kriehger, a missão de
Milanez é juntar novamente todos os players brasileiros que eram apaixonados por Star Wars
Battlefront 2 nessa nova fase da BF BRASIL. O compromisso é tanto que a dupla promete pela
primeira vez gastar do próprio bolso para conseguir consolidar a comunidade já de olho no novo
game da DICE. O primeiro passo, segundo o fundador, é comprar o domínio para o site. Outros
investimentos estão em pauta, mas são tratados à sete chaves pelos dois. Além de fornecer
conteúdo informativo e opinativo para o site, a aposta é voltar a bombar o servidor através do
GameRanger.



Do ápice ao declínio

No auge da BF BRASIL, a comunidade contou com 30 membros ativos, segundo dados
passados por Rankatoko. Além disso, pode­se somar também mais 20 pessoas que apareciam
ocasionalmente no servidor BF2 BRASIL. Esses números representam as pessoas registradas
na comunidade apenas. Havia muitos brasucas que davam as caras de vez em nunca, fora os
gringos que entravam sempre no servidor.

E, mesmo com o alto número de brasileiros presentes, sendo que boa parte era formado por
jogadores de diferentes clãs, o administrador jamais teve muita dor de cabeça desde a
fundação da comunidade.

“Eu não tinha muitos problemas entre membros, a não ser um muito cabeludo (mais que o
Chewbacca) com um membro, mas que foi resolvido da melhor forma”, diz.
Mas a comunidade atravessou por um momento turbulento em 2011. SWBF2 foi um jogo
lançado em 2005, ou seja, já estava bastante ultrapassado dentro do universo frenético de
games. Com o surgimento de novos consoles e jogos melhores desenvolvidos, a segunda
versão de Battlefront aos poucos foi caindo no esquecimento dos players, até mesmo do
próprio fundador da BF BRASIL.

“Eu fui para o exílio por ver que o número de membros diminuía porque o jogo estava ficando
velho demais e o Battlefront 3 não saía. Então os jogadores iam se interessando por games
mais novos que eram lançados a cada momento e assim eu também fui perdendo o interesse
em jogar SWBF2. Achei que a comunidade ia acabar”, admite Humberto, que teve um pedido
inesperado para tentar dar sequência com a BF BRASIL vindo de Luiz Queiroga.

“O Bonham Kriehger pediu para continuar com a comunidade, dizendo que ela não poderia
simplesmente morrer assim, porque era algo como um patrimônio para os players brasileiros
de SWBF2. Mas acabou que até ele, mais tarde, a abandonou”, explica.

Mesmo com o inevitável esquecimento de Battlefront 2 e consequentemente da BF BRASIL, o
carioca que mora atualmente em Belo Horizonte, Minas Gerais, não teve nenhum receio em
deixar nas mãos do amigo Kriehger a sequência da comunidade. “O Bonham sempre foi o meubraço direito ao lado da Aysin Fett, sabia que o meu trabalho ia ser continuado da melhor
maneira”.

Uma nova esperança

Mas, assim como na saga clássica de Star Wars, veio uma nova esperança após esse período
de muita turbulência na Força. Com a confirmação da DICE de estar produzindo um novo
Battlefront, a dupla se mexeu para reativar a comunidade. Por mais que a quarta geração dos
consoles esteja cada vez mais forte atualmente, talvez a nostalgia provocada por SWBF2 tenha
ajudado na decisão de Milanez e Queiroga na reativação da BF BRASIL. Mesmo sendo um jogo
de 2005 e que é preciso usar um meio alternativo através do GameRanger para entrar no
servidor, a reinauguração oficial do BF2 BRASIL foi um sucesso.

“Estamos trazendo de volta todos aqueles lendários jogadores de Battlefront 2 que haviam
parado de jogar, inclusive eu, sendo bem sincero”, exalta Rankatoko.

Todas as sextas­feiras, às 21h (de Brasília), o servidor BF2 BRASIL será aberto, mas nada
impede que em outros dias ou horários você veja o nome do server na lista do GameRanger. A
ideia da administração é fazer prevalecer o espírito de comunidade e dar mais autonomia aos
membros. Dessa forma, os servidores oficiais serão estabelecidos pela administração, mas os
integrantes da BF BRASIL estão livres para criarem quando quiserem um servidor não oficial
BF2 BRASIL. Dessa forma, há mais chances de novas pessoas se associarem a comunidade.

A missão não é fácil, mas Humberto já provou que pode ser cumprida. Os primeiros passos do
recomeço da BF BRASIL foram bastante promissores. Com a ajuda cada vez mais dos
membros da velha guarda e novatos, além de parcerias já projetadas, até mesmo
internacionais, a ideia é ter até o lançamento do Battlefront da DICE vários membros ativos e
atuantes na produção de conteúdo do site como nos tiroteios do servidor. Rankatoko acredita
que a comunidade será ainda mais forte do que os tempos dourados.

“Acredito sim! Ainda mais quando o próximo Battlefront for lançado e tiver milhares (e porque
não milhões) brasileiros jogando e assim vamos tentar reunir e organizar o maior número
possível na Battlefront Brasil”, diz.
­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­Entrevista na íntegra com Humberto Milanez:

Como e por que surgiu a ideia de criar uma comunidade brasileira de Star Wars
Battlefront?

Surgiu depois de eu ter reparado que havia muitos brasileiros e clãs de Star Wars Battlefront 2.
Então criei a comunidade para unir esses jogadores espalhados pela galáxia mesmo que de
clãs diferentes para jogarmos Battlefront 2 juntos em horários pré­estabelecidos. Falo isso da
antiga BF2 BRASIL, continuada agora pela Battlefront Brasil. É importante dizer que quando o
Battlefront da DICE for lançado, a comunidade continuará da mesma forma com conteúdos
tanto do SWBF2 como do novo Battlefront.

Tiveram gastos do seu próprio bolso para dar início ou manter a comunidade?

Não, nunca tive gastos com a comunidade. Mas agora pretendemos comprar o domínio para o
site da comunidade.

Obteve o resultado esperado com a BF BRASIL?

Sim. Estamos trazendo de volta todos aqueles lendários jogadores de Battlefront 2 que haviam
parado de jogar, inclusive eu, sendo bem sincero, para voltarem a ativa novamente, como o
Gen. Spike, Bonham Kriehger, Multiploo, entre outros.

Qual foi o maior desafio para administrar a comunidade? Lembra de problemas entre
membros?

Eu não tinha muitos problemas entre membros, a não ser um muito cabeludo (mais que o
Chewbacca) com um membro, mas que foi resolvido da melhor forma.

Lembra mais ou menos o maior número de membros que a comunidade já teve?

Eu posso dizer que a comunidade já teve uns 30 membros que jogavam regularmente e mais
de 20 que jogavam ocasionalmente.

Você deixou a administração de forma temporária em que ano? Por quais motivos? Ali
foi o momento mais perto do fim da comunidade?

Acredito que fui para o exílio em 2011 por ver que o número de membros diminuía porque o
jogo estava ficando velho demais e o Battlefront 3 não saia. Então os jogadores iam se
interessando por games mais novos que eram lançados a cada momento e assim eu também
fui perdendo o interesse em jogar Battlefront 2. Achei que a comunidade ia acabar, mas o
Bonham Kriehger pediu para continua­la dizendo que ela não poderia simplesmente morrer,
assim porque era algo como um patrimônio para os players brasileiros de SWBF2. Mas acabou
que até ele, mais tarde, a abandonou.

O sucessor na administração foi Luiz Queiroga, conhecido como Bonham Kriehger. Por
que confinou nele para dar sequência à BF BRASIL? Acompanhou o trabalho dele ao
longo da administração?O Bonham sempre foi o meu braço direito ao lado da Aysin Fett. 
Quando ele me pediu pra continuar a comunidade eu simplesmente a “deixei” com ele pra tomar conta sabendo que o meu trabalho ia ser continuado da melhor maneira. Mas eu não acompanhei seu trabalho.

Quando você teve a ideia de reativar a comunidade?

Depois das notícias concretas que a DICE estava desenvolvendo o Battlefront.

Acredita que a BF BRASIL voltará a ser mais forte do que na época do SWBF2?

Acredito sim! Ainda mais quando o próximo Battlefront for lançado e tiver milhares (e porque
não milhões) brasileiros jogando e assim vamos tentar reunir e organizar o maior número
possível na Battlefront Brasil.

Mande uma mensagem para o fã de Star Wars Battlefront.

Junte­se a nós! Seremos mais fortes juntos.

Outras informações, só acessar o site da comunidade:
http://battlefrontbrasil.blogspot.com. Twitter: @swbfbrasil.

Por Luiz Queiroga

9 de janeiro de 2013

STAR WARS: Edge of the Empire [Roleplaying Game]




Em breve, ainda no primeiro semestre de 2013, está previsto para ser lançado o novo Roleplaying Game (RPG)¹ STAR WAR: Edge of the Empire pela Fantasy Flight Games, trazendo ainda mais informações ao Universo Expandido.


Para aqueles que não estão familiarizados, RPG é uma é um tipo de jogo em que os jogadores assumem o papel de um ou mais personagens, "vivenciando" as aventuras narradas por um Game Master (GM) ou Storyteller. O processo de um jogo se dá de acordo com um sistema de regras predeterminado, dentro das quais os jogadores podem improvisar livremente, e cujas escolhas/ações dos jogadores determinam a direção que o jogo irá tomar.

RPGs são tipicamente mais colaborativos e sociais do que competitivos. Um jogo típico une os seus participantes em um único grupo ou equipe, que se aventura pelas histórias narradas. Um RPG raramente tem ganhadores ou perdedores. Isso o torna fundamentalmente diferente de outros jogos de tabuleiro, jogos de cartas colecionáveis, esportes, ou qualquer outro tipo de jogo. Como romances ou filmes, RPGs agradam porque eles alimentam a imaginação, sem no entanto limitar o comportamento do jogador a um enredo específico.

O PASSADO




Este não é o primeiro RPG baseado na temática Star Wars. O primeiro jogo começou com um sistema d6 da West End Games, e que até hoje é adorado pelos jogadores "mais veteranos", conforme afirma Rodrigo Fernandes (29) - um dos maiores especialistas de Star Wars [RPG] do Rio de Janeiro.






Em 2000 a Wizard of the Coast, lançou Star Wars - Roleplaying Game (Core Rulebook), para o chamado sistema D20, juntamente com miniaturas. E que posteriormente em 2002 ganhou uma versão revisada, chamada Star Wars - Roleplaying Game (Revised Core Rulebook), com um sistema muito parecido com do D&D 3ª Edição.

Já em 2007, novamente a Wizard of the Coast lançou Star Wars - Roleplaying Game (Saga Edition - Core Rulebook), que trouxe grandes modificações numa tentativa de simplificar as regras, mas que acabou não agradando muito, em virtude da grande semelhança com os MMORPGs¹ que estavam ganhando espaço naquela época. Contudo, Saga Edition é tido como "revolucionário", pois trouxe ao mundo a chamada Living Force, uma campanha - um ciclo de várias histórias dentro de um arco principal chamado  "Among the Stars" - organizada pela Wizard of the Coast RPGA (Roleplaying Game Association), na qual jogadores de diversas partes do mundo criavam suas próprias aventuras, no sistema estelar Curalin, e depois as enviavam para a Wizard of the Coast, por meio de seu site, e passavam a ser consideradas "histórias oficiais" do universo Star Wars. A mega-campanha Living Force durou 5 anos, chegando a uma conclusão depois do lançamento do último filme da segunda trilogia Star Wars [Episódio III] - A vingança dos Sith.

O PRESENTE


Star Wars: Edge of the Empire é o primeiro de uma trilogia de livros de RPG, composta por Star Wars: Edge of the Empire, Star Wars Age of Rebellion e Star Wars: Force and Destiny. Cada um deles será um livro de regras independente, mas ao mesmo tempo, poderão ser utilizados para complementar uns aos outros, de modo a formar um único sistema de jogo. Cada livros básicos apresenta o universo Star Wars  de pontos de vista diferentes, mas todos eles se situam durante o auge da luta da Aliança Rebelde contra o Império Galáctico.


Star Wars: Edge of the Empire coloca os jogadores no papel de insensíveis Caçadores de Recompensas, Malfeitores, Encantadores Contrabandistas ou Exploradores destemidos, tentando sobreviver e prosperar nos limites da civilização, na Orla Exterior.


Star Wars: Edge of the Empire está custando US$ 29.95, mas foi vendido em tiragem limitada, numa versão de 224 páginas e capa mole. E aproveitando o lançamento desta nova versão RPG, foi lançado uma aplicativo chamado Star Wars Dice, um aplicativo para iOS e Android - disponível no Google Play por R$ 10,28)


O FUTURO

Para os mais veteranos, Star Wars: Edge of the Empire, promete ser um grande retorno dos jogos de RPG de mesa. Já para os mais novos, este novo jogo é uma ótima escolha - e oportunidade - para se conhecer mais sobre o universo RPGista.

Não há uma data específica de lançamento de Star Wars: Edge of the Empire, embora seja praticamento certo que seu lançamento se dê ainda no primeiro semestre de 2013.

¹ Massive Multi-players On Line Roleplaying Game.

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